"Muito obrigado, você me ajudou a salvar mais uma vida"!
Este ato é tão prazeroso, que nós doadores temos a vontade de estar salvando vidas e mais vidas todos os dias, é simplismente fantástico!!!!
Nós já estamos em 2011, e a ciência avançou e fez várias descobertas, mas ainda não foi encontrado um substituto para o sangue humano. Por isso, sempre que se precisa de uma transfusão de sangue, a pessoa só pode contar com a solidariedade de outras pessoas. Doar sangue é simples, rápido e seguro. Mas, para quem o recebe, esse gesto não é nada simples: VALE A VIDA.
Seja doador voluntário. Faz bem também para você, porque a satisfação de salvar vidas é a maior recompensa.
Lembrando que Jesus foi o maior doador de sangue, e ele fez a doação na cruz!!!
Como Doar Sangue???
Você primeiro tem que ter em mãos documento de identidade e comprovante de residência para fazer o cadastro e a carteirinha de doador chegar na sua residência. Logo você procura hospitais particulares, hemocentros, INCA ou até mesmo o SUS mais próximos de sua residência.
Depois você fará alguns exames como:
- Teste de Anemia - este exame é feito para verificar se o doador possui níveis de hemoglobina dentro do limite aceitável, sendo abaixo ou acima do nível o doador é orientado a procurar o serviço de saúde e enquanto estiver com anemia não poderá doar sangue.
- Sinais Vitais e peso - são verificados batimento cardiáco, pressão arterial e peso do candidato.
- Triagem Clínica - o candidato responde a uma entrevista confidêncial, com o objetivo de avaliar se a doação pode trazer riscos para ele ou para o receptor. É fundamental responder corretamente as perguntas.
- Voto de Auto-Exclusão - o doador responde sim ou não a pregunta: "Você apresenta comportamento de risco para AIDS?" Então o sangue é coletado independente da resposta e se a resposta for sim a bolsa será descartada.
- Coleta - são coletados cerca de 450ml de sangue em bolsa de uso único, estéril, sendo portanto a coleta de sangue totalmente segura.
- Lanche - após a doação o doador recebe um lanche. É aconselhado a tomar muito líquido neste dia.
- O caminho da bolsa até a transfusão - após a coleta, a bolsa é encaminhada para o fracionamento, onde será separada em até 04 componentes: hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado ( fator de coagulação ):
Plaquetas - dependendo do tipo de plástico utilizado na fabricação da bolsa, podem ser armazenadas a temperaturas ambientes entre 20 e 24 °C, sob agitação constante, por 3 a 5 dias;
Plasma e Crioprecipitado - são armazenados em freezeres a temperatura de 18 °C negativos ou menos durante 1 ano.
Doação de Plaquetas???
As plaquetas são estruturas presentes no sangue, responsáveis por sua coagulação, ou seja, são elas que impedem os sangramentos. Alguns pacientes com leucemia ou tumores - que frequentemente passam por tratamentos de quimio e radioterapia - ou que foram tranplantados, geralmente necessitam receber transfusões de plaquetas. Por causa das medicações e da debilidade do organismo, esses pacientes não conseguem produzir plaquetas em quantidade sulficiente, o que pode provocar hemorragia.
Pessoas que recebem transplante de medula óssea, por exemplo, necessitam de muitas transfusões.
O procedimento de doação de plaquetas é muito similar ao de doação de sangue e pode ocorrer de duas formas:
Uma delas é realizar a doação de sangue e após a coleta do material, separar as plaquetas do restante, um método convencional.
A outra, que é mais frequentemente utilizada é a aférese, que consegue recolher um número muito maior de plaquetas – o equivalente a 8 doações realizadas pelo método convencional. A aférese é um método de sepação das plaquetas dos outros componentes sanguíneos, realizada através de um equipamento especial. Por causa da aférese, o processo de doação de plaquetas demora um pouco mais que o de doação de sangue e possui duração aproximada de 90 minutos.
Justamente por tratar-se de um processo mais demorado que a doação de sangue e que envolve um maior preparo, a doação de plaquetas deve ser agendada previamente.
Assim como na doação de sangue, primeiramente é realizado um cadastro, quando é preciso apresentar um documento oficial com foto. Depois disso, o doador realiza uma triagem clínica, passando por uma verificação dos sinais vitais – peso, temperatura, pressão arterial e batimentos cardíacos – e, a seguir, por uma entrevista com um médico ou psicólogo. Toda informação deste processo é sigilosa e após a entrevista, caso o doador não preencha alguns dos pré-requisitos para a doação, ele pode fazer um voto de auto-exclusão, que também é secreto e optando pela não utilização de suas plaquetas.
Após esse procedimento, a coleta das plaquetas é realizada. Para isso, uma agulha é colocada em cada braço do doador, fazendo um circuito entre ele e a máquina que realiza a aférese. Por um dos lados retira-se o sangue, que é conduzido até essa máquina, que separa as plaquetas e as armazena. Depois de passar por esse equipamento, o sangue remanescente – sem as plaquetas – é devolvido ao organismo do doador pela agulha do outro braço.
A doação de plaquetas só pode ser realizada após uma doação de sangue. Isso, porque é preciso verificar se as veias do doador têm calibre adequado para o processo de doação de plaquetas.
Uma vez realizada a doação de sangue, as doações de plaquetas podem ser realizadas durante os 6 meses seguintes, com intervalo de 48h entre uma doação e outra. Dentro desses 6 meses, as mulheres devem esperar 3 meses para fazer a primeira doação de plaquetas e os homens, 2 meses.
Honestidade também salva vidas. Ao doar sangue, seja sincero na entrevista.
Doação de Medula Óssea???
Esta atitude é bem mais simples do que todos pensam! Você só precisa ir até o local da coleta, preencher um formulário e retirar uma pequena amostra de sangue (10ml). A amostra recolhida é analisada e fica disponível em um cadastro do Ministério da Saúde, se for compatível a retirada da medula é na região da bacia e o procedimento é tão simples que no dia seguinte o doador já tem vida normal.
Muita gente confunde transplante de medula óssea com transplante da medula espinhal. Infelizmente, não se domina ainda a tecnologia necessária para transplantar um fragmento que seja da medula espinhal, isto é, da porção do sistema nervoso central que passa por dentro do canal localizado na coluna vertebral.
Quando se fala de transplante de medula óssea, estamos nos referindo a um procedimento clínico que possibilita retirar parte da medula alojada na cavidade interna de vários ossos, aquela parte que no esqueleto dos bovinos, por exemplo, chamamos de tutano.
A medula óssea é formada por tecido gorduroso no qual são fabricados os elementos figurados do sangue: hemácias ou glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.
No entanto, ela pode entrar em falência e não ser mais capaz de produzir as células do sangue ou pode ser destruída completamente durante o tratamento de determinados tipos de câncer que exigem altas doses de medicamentos quimioterápicos e/ou de radioterapia. Em situações como essas, o transplante de medula óssea pode ser a única maneira de salvar muitas vidas. O procedimento é bastante simples. Colhe-se uma pequena quantidade de células progenitoras da medula óssea do doador e injeta-se no sangue periférico, na veia do receptor.
Através da circulação, essas células atingirão o interior dos ossos, lugar onde mais gostam de viver, começarão a multiplicar-se e retomarão a atividade de produzir os componentes do sangue. Em pouco tempo também, o receptor terá recomposto completamente sua medula óssea e, se quiser, estará apto para uma nova doação.
Embora simples e possível de ser feito, esse procedimento esbarra num grande problema. Como se sabe, o organismo tem a capacidade de rejeitar tecidos que lhe são estranhos. No caso específico do transplante de medula óssea, essa rejeição tem características muito especiais que dificultam encontrar um doador compatível. Por isto temos que doar!!

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